Cirurgia da Obesidade, Redução de Estômago

Resolvi aceitar a chance de uma vida melhor!

familia-campo-006

Não posso me lembrar exatamente o dia, mas no mês de junho de 2008, numa dessas noites em que o sono já deixa claro que não vai aparecer tão cedo, eu estava alí, na frente da TV. Angustiada e sentindo um mal estar muito grande, olhei pro meu corpo e logo cai no choro. Não era apenas insônia pelo cansaço, eu estava triste, muito triste. Não aguentava mais o peso que carregava sobre meus ombros, meus braços, minhas pernas, meus pés, enfim tudo o que representava estar pesando 100 Kg.

Sei que pra muita gente isso não faz sentido, principalmente pra quem nunca esteve acima de seu peso ideal. Essas pessoas não podem imaginar o que é pesar 100 Kg. O meu peso era reflexo da minha decadência. Inevitável é a degradação de quem se encontra nessa escancarada situação. Ninguém leva a sério uma pessoa que está assim tão pesada. Somos vítimas já condenadas pela nossa amarga culpa. As pessoas não têm piedade de nossas almas, não nos considera seres normais, feitos de carne e osso. Passamos a nos sentir desumanos, uma espécie de mutante, um ser inadequado. Nosso fracasso está estampado em nossa imagem e é impossível disfarçar ou omitir nossa patética e discrepante situação.

Passei a pensar nessas coisas enquanto procurava um programa naquela madrugada. Pensava em tantas coisas que havia perdido nesses 7 anos de obesidade. Lembrei que meu marido não me pegava mais no colo, que eu não conseguia mais cruzar as pernas, que não mais comprava uma roupa da qual havia gostado, mas sim a que me cabia dentro.

Das poucas fotografias que eu tinha, já não representavam alegria e sim tortura por registrar uma imagem que constatava a existência infeliz de uma estranha. Eu evitava o espelho, as pessoas, os amigos, as festas. Tornei-me uma pessoa antissocial, depressiva, irritada, sem ânimo, sem coragem, egoísta e velha. Foi nesse momento que me desesperei, lembrei de que estava completando naqueles dias 39 anos e que me sentia muito mais velha do que a minha idade registrava.

Não, eu não quero passar dos 40 assim como estou, mas também já tentei de tudo, não tenho mais esperança, não dá pra emagrecer e engordar tudo outra vez. Não aguento mais remédios pra emagrecer, dietas rigorosas, academias, caminhadas. Não que eu ache que essas coisas não deem resultado, mas pra quem está num grau de obesidade como eu é muito desanimador. Perder 10, 15, até 20 kg era possível, mas já não era o bastante. Quando não se chega onde se quer, é sinal que a gente se perdeu pelo caminho. Nessas horas eu já estava exausta, pensava em todas essas coisas e pedia aos prantos pra que Deus me mostrasse uma luz, o caminho de volta, um novo caminho, que fizesse um milagre em minha vida.

Foi quando olhei pra TV e vi uma mulher sendo entrevistada, ela falava de sua vida antes e depois da obesidade. Percebi que o programa falava sobre a cirurgia bariátrica, a gastroplastia. Eu já sabia alguma coisa sobre essa cirurgia e até conhecia 3 pessoas que fizeram, mas nunca tinha despertado e pensado seriamente nisso. Mas foi como uma luz, minha tristeza foi embora, minhas lágrimas secaram e passei a prestar atenção no que o programa dizia, não levei nem 5 minutos pra decidir fazer a redução de estômago.

Você pode achar precipitado da minha parte, mas definitivamente não era. Sobretudo pra quem já havia feito de tudo e que há 7 anos se sentia cada vez pior.

Agende uma consulta

Veja o melhor horário para você.

Fale Conosco 62 39456016