Cirurgia da Obesidade, Redução de Estômago

Anestesia

Uma das maiores preocupações dos pacientes que desejam submeter-se à cirurgia para a obesidade mórbida é a anestesia. Procuramos esclarecer alguns pontos que geram dúvidas freqüentes.

Avaliação pré-anestésica – O anestesista realiza uma avaliação antes da cirurgia para conhecer o paciente, rever seus exames e a avaliação clínica já feita, para detectar as características de cada um com a finalidade de prevenir e corrigir qualquer problema que possa surgir durante o ato operatório. Essa avaliação prévia possibilita conhecer o passado de alergia, histórico de outras anestesias e cirurgias pelas quais o paciente já se submeteu. Permite que o paciente conheça o médico que vai anestesiá-lo e tirar as dúvidas e os medos mais comuns.

A anestesia divide-se em três fases: indução anestésica, trans-operatório e recuperação pós-anestésica.

Indução Anestésica

Indução anestésica é a fase em que o paciente vai receber os primeiros medicamentos para o início da cirurgia. Já dentro do Centro cirúrgico, o médico punciona uma veia e aplica medicamentos que farão o paciente dormir. É administrado oxigênio e são ligados todos os aparelhos que irão controlar os parâmetros vitais do paciente (pulsação, pressão, respiração, concentração de oxigênio e gás carbônico no sangue e outros). A seguir ocorre a entubação oro-traqueal, que consiste na introdução de um tubo plástico na traquéia do paciente, que será ligado ao aparelho de anestesia. Por esse tubo o paciente respira e recebe os gases anestésicos durante a cirurgia.

Trans-operatória

Transoperatória é a fase em que o paciente mantém-se anestesiado recebendo um fluxo constante de gás anestésico. A quantidade de gás recebida pelo paciente é determinada pelo anestesista e mantida através do aparelho de anestesia (o carrinho da anestesia). Através do computador do carrinho a mistura de ar e anestésico é mantida constante. O anestesista continua acompanhando os sinais clínicos do paciente, colaborando com o cirurgião e mantendo a anestesia e a hidratação do paciente. Nesta fase costuma-se ministrar boas quantidades de soro para manter a pressão e o perfeito funcionamento dos rins. Por esta razão, muitos pacientes costumam urinar bastante no pós-operatório.

Pós-anestésico

Pós-anestésico é a fase de despertar do paciente após a cirurgia. A inalação dos gases anestésicos é suspensa e inicia-se a fase de recuperação. O tempo que o paciente leva para acordar é muito variável, no entanto, sabe-se que em pacientes obesos há a tendência do anestésico depositar-se no tecido gorduroso, retardando o despertar. A recuperação pode ocorrer na sala de recuperação do Centro Cirúrgico ou na UTI. O anestesista e o cirurgião decidem qual será o local mais adequado para cada caso.

É importante finalizar dizendo que toda anestesia traz risco próprio. Há avanços significativos no que se refere a controles e novas drogas mais seguras, porém o fator de risco mais importante é a condição clínica prévia de cada um. Por essa razão é que a ênfase nos exames pré-operatórios é tão ressaltada. Anestesiar o paciente com obesidade mórbida tem algumas particularidades que o anestesista mais experiente pode contornar.